Eu havia lido apenas uma
entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista Piauí de agosto de 2007, na versão eletrônica da revista. Mas não havia comprado ainda um exemplar da revista.
Pois bem, comprei a Piauí deste mês. Qual não foi minha surpresa ao constatar que a Piauí era (e não era!) The New Yorker. Lá no nordeste, com tradução de artigos, com uma arte gráfica excelente, com enorme variedade, com bons textos, com entrevista legal com Sábato Magaldi. Me senti um nova iorquino em Belém do Pará!
Mas não acho a revista uma cópia do The New Yorker - e a própria ironia do nome é evidente demais, já demarcando a identidade da publicação brasileira. Aliás,, a revista é ótima, e principalmente necessária: o grupo Abril estave devendo algo melhor a seus leitores do que a revista Veja (que eu simplesmente não suporto mais).
Os jornalistas e os cartunistas são de primeira linha (que saudade que eu estava do Angeli!), matérias mais longas, há pesquisa das fontes, bom gosto, enfim, finalmente algo mais sofisticado produzido pela grande imprensa brasileira.
No entanto, ficam algumas críticas:
- Não há um editorial transparente na revista. Aliás, sequer vi um editorial...
- Piauí faria muito bem em contar com uma seção de cartas de seus leitores, o que não existe na versão impressa da revista. No site exites uma seção de cartas, editadas pela redação e bastante reduzidas em volume.
No mais, a revista está muito, mas muito à frente, em termos de qualidade de jornalismo e bom gosto, das publicações existentes na grande imprensa. Não é o New Yourker, mas sendo Piauí, chega perto - o que em se tratando da imprensa brasileira, é um grande feito!